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Programa Terapêutico

 

“(...) é importante recolocar o dependente químico na via da subjetividade,

remetendo-o à responsabilização sobre o que diz desejar e ao que lhe faz falta” (CONTE, 1993).

 

 

 

 

A Comunidade Terapêutica Acolher tem como objetivo atender jovens adultos em situação de risco social, dependentes de drogas e de álcool em regime de acolhimento residencial em comunidade terapêutica. A ONG fica localizada no município de Gravataí, Rio Grande do Sul, conta com amplo espaço, para a reinserção social das pessoas com tais problemas.

 

Busca eliminar o uso de drogas possibilitando ao acolhido uma nova inclusão social através da convivência com outros que também buscam sanar o problema com a dependência química. Utiliza da psicoterapia individual e grupal, atividades de promoção do autocuidado, sociabilidade e espiritualidade. Para que haja eficácia no tratamento o fator “mudança” é o caminho certo a seguir, que, inicialmente tem duração de 9 meses.

 

 1 - Atividade do psicólogo

 

 1.1 – Acolhimentos / Integração

 

A inserção do novo acolhido na instituição se faz mediante uma passagem na casa de integração. Sendo um espaço onde algumas questões são sugeridas ao novo acolhido, assim registradas em seu prontuário que é aberto no momento de seu ingresso. Neste período, há esclarecimentos sobre o local, seu funcionamento, a fim de facilitar sua acolhida. 

 

Na casa de integração é ensejado a conscientização do novo acolhido frente a sua própria trajetória (história pessoal), sua doença, sua patologia e a necessidade de tratamento, assim o acolhido tende a pensar sobre como chegou até a instituição e o que espera de seu tratamento, neste momento trata se de uma acolhida.

 

 1.1.1 – Pronto Atendimento                                  

 

O momento em que o acolhido chega pode significar situação ansiogênica, afinal, o mesmo está ali para abster-se da droga, para iniciar um tratamento, ou seja, iniciar uma fase diferente daquilo que vem vivendo. Sendo assim, o pronto-atendimento, embasado na psicoterapia de apoio de curta duração, direcionado a situações de crise, é uma sugestão. Esse tipo de intervenção reforça determinadas funções do ego por meio da influência do terapeuta sobre o paciente, do incentivo e do aumento do autoconhecimento. Esse tipo de terapia controla crises agudas isoladas.

 

1.2 – Atendimentos Individuais

 

Neste quesito é feita uma abordagem que é mais específica, breve e focada no problema atual do acolhido, e é na psicoterapia fundamentada na Terapia Cognitivo Comportamental, que se baseia a indicação para o atendimento terapêutico.

 

1.3 – Grupos Operativos

 

Tem como objetivo desenvolver a capacidade do indivíduo de trabalhar em equipe.

 

Eliminando o foco no ensinar, e direcionando o foco no “aprender a aprender”, cabendo aqui um campo especifico chamado grupo de reflexão.

 

Assim, o indivíduo aprende a pensar, observar e escutar, tendo uma percepção social que consiste na capacidade de ver e interpretar o comportamento de outros indivíduos, o que é essencial para a interação social.

 

A reciprocidade é base, do qual todos fazem parte e ninguém é melhor ou pior que o outro.

 

Outro objetivo seria tratar sua reinserção social e a reeducação, de maneira que se construa um sujeito crítico e pensante, dando conta de si mesmo e de suas coisas.

 

1.4 – Grupos Terapêuticos

 

Esta modalidade grupal subdivide-se em “de autoajuda” e ”psicoterápico”. O grupo psicoterápico estaria mais dirigido ao insight. Penso ser importante ressaltar que o grupo de reflexão ainda que não siga regras básicas para ser terapêutico, exerce uma definida ação terapêutica trazida nas modificações, nas atitudes e nas condutas dos integrantes do grupo.

 

Incentiva os participantes para que possam se expressar não mais através da atuação, mas através da palavra. É um momento de refletir junto ao grupo e de verbalizar suas fissuras, medos, fragilidades, necessidades e dificuldades, podendo haver troca de experiências e de percepções entre os integrantes.

 

O psicólogo intervém pontuando, interpretando, remetendo o participante às suas questões, reforçando o que diz desejar, estabelecendo limites, auxiliando-os na sustentação de projetos pessoais e no reconhecimento de seu esforço pessoal e de suas potencialidades.

 

Os grupos devem ser organizados criteriosamente, conforme a demanda, pelo psicólogo.

 

1.5 - Dinâmica de Grupo

 

O psicólogo utiliza técnicas de grupo para avaliar os movimentos que são percebidos no grupo durante todas as atividades: agressividade, conversas paralelas, lideranças, etc.

 

2 - Atividades do médico psiquiatra

 

2.1 – Avaliações médica psiquiátrica

 

2.2 – Prescrição de medicação quando necessário na forma de acompanhamento em fase de desintoxicação.

 

2.3 – Atividades em grupo (aprendizagem, palestra)

 

3 - Atividades do assistente social

 

3.1 – Atendimentos familiares

 

3.2 – Grupos multifamiliares

 

3.3 – Contatos com a rede social e encaminhamentos

 

4 - Atividades do Educador Físico

 

4.1 – Avaliações físicas dos residentes

 

4.2 – Prescrições de atividades desportivas ou recreativas

 

4.3 – Acompanhamentos durante atividades relativas a esporte e lazer

 

5 - Atividades do Nutricionista

 

5.1 – Avaliações nutricionais

 

5.1.1 – Peso e altura

 

5.1.2 - Anamnese

 

5.2 – Elaborações dos cardápios

 

5.3 – Orientações ao residente e a instituição sobre procedimentos dentro das normas da Vigilância Sanitária.

 

6 - Atividades da Enfermagem

 

6.1 – Todos os atendimentos são feitos no posto de saúde mais próximo da Comunidade.

 

7 - Atividades do Monitor

 

7.1 – Organizações gerais das tarefas, cronogramas, atividades em geral.

 

7.2 – Suportes emocionais aos residentes

 

7.3 – Acompanhamentos sobre os aspectos inerentes ao tratamento como disciplina, respeito, afetividade, etc.

 

7.4 – Contatos com os familiares do residente no sentido de orientação

 

8 – Atividades da equipe técnica

 

8.1 - Reuniões de Equipe Interdisciplinar

 

Objetivos:

 

- avaliar e descentralizar informações, perpassando as mesmas por todos os membros da equipe, o que favorece a aquisição de uma compreensão mais ampla dos diferentes momentos dos residentes no tratamento;

 

- estimular o trabalho e as trocas entre a equipe, através da discussão e sugestão de ideias;

 

- estabelecer enquadre e atitudes técnicas e eticamente coerentes entre os membros da equipe;

 

- propiciar o questionamento a respeito das dificuldades emergentes do momento tanto do grupo de residentes como os da própria equipe e obter esclarecimentos, percepções e buscar soluções viáveis, conjuntamente;

 

- interdisciplinaridade significa trocar saberes, crenças, experiências diferentes. Não significa perder a própria identidade de trabalho, mas ter a noção das fronteiras que distinguem os diferentes campos de conhecimento.

 

8.2 – Seminários

 

Visa maior conhecimento e consequente integração entre a equipe e a instituição, proporcionando troca de ideias, discussão de casos, produção de conhecimento, revisão de bibliografias. Relacionar teoria e prática.

 

8.3 – Grupos Temáticos Semanais

 

Interessante para o desenvolvimento dos trabalhos em torno da dependência química bem como o preparo do residente para a inserção social. Assim, acredito que se cada um dos técnicos e, mesmo o monitor, elaborasse material temático quinzenalmente para apresentar ao grupo de residentes, o suporte para a instituição seria maior.



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